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Economia brasileira vai bem, mas surgem sinais de alerta

Abril 08, 2011

Depois de um longo período de águas tranquilas, a nau da economia brasileira começa a dar os primeiros sinais de balançar com as ondas da crise internacional. Ainda que quase todos os indicativos sejam positivos, sinais de alerta surgem no aumento da inflação, na dificuldade de lidar com a queda sistemática do dólar e na relação com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que dá sinais de desgaste depois que algumas sugestões do órgão foram rechaçadas pelo governo brasileiro. Não há crise à vista, mas os primeiros dias de Dilma Rousseff no Planalto indicam que a zona de instabilidade pode exigir — e talvez já esteja exigindo — ações mais enérgicas de quem está controlando o timão. Além das medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para conter a queda do dólar, é necessário, segundo economistas, ações contra a alta da inflação e investimentos em infraestrutura.

“De modo geral, vejo nossa política macroeconômica envolta em circunstâncias positivas”, diz Walter Machado de Barros, economista, cientista contábil e membro do Conselho de Administração do IBEF-SP. De acordo com ele, embora a inflação brasileira esteja “fugindo do centro” previsto pelo governo, há um sentimento de confiança da população não apenas no atual governo, mas no futuro do país. “Lula promoveu uma transformação social, que resultou no aumento do poder econômico da população. Isso aumentou a qualidade de vida, não apenas do ponto de vista financeiro, mas também em termos de bem estar social”, explica Barros.

Posição compartilhada por Antonio Carlos Fraquelli, economista da FEE. “Vivemos em um mundo em transição. Nesse momento, poucos países podem se comparar ao Brasil em termos de oportunidade de investimento”, afirma Fraquelli. “O Brasil é o único país que não apresenta restrições sérias a quem deseja investir. No atual momento da economia mundial, somos uma exceção”.

Antonio Carlos Fraquelli explica que o Brasil deve crescer em torno de 4,5% em 2011 — percentual que vai incidir sobre o crescimento do ano anterior, que chegou aos 7,2%. “É um número extraordinário”, garante. Pontos como o baixo desemprego e os bons índices do PIB funcionam como indicativos do bom momento brasileiro. Porém, um grande desafio para o país materializa-se no crescimento da inflação, que chegou a 6,3% no acumulado de 12 meses até março e já ameaça ultrapassar as metas previstas pelo governo.

“Inflação não é algo que se derruba imediatamente. Qualquer medida tomada agora só vai repercutir em seis meses ou ainda depois”, comenta Fraquelli. Medidas como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para pessoa física de 1,5% para 3% ao ano e o corte de R$ 50 bilhões no orçamento deste ano são ações que mostram, para o mercado internacional, que o Brasil está agindo para controlar o problema. “O desafio brasileiro é bater a inflação sem abrir mão do crescimento de 4,5%. É uma equação difícil”, admite o economista da FEE.

Brasil adquiriu maturidade perante FMI, dizem economistas

Recentemente, sinais de desacordo entre o Brasil e o FMI tornaram-se mais visíveis e chamativos. O Fundo Monetário Internacional demonstrou, pela primeira vez, disposição para discutir a adoção de controle de capitais. Além disso, recomendou ao Brasil, em relatório, que leve em conta a redução dos juros e austeridade fiscal antes de pensar em medidas de controle sobre o ingresso de capital. A resposta do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi firme, insinuando que as medidas, além de ineficazes para controlar a desvalorização do dólar, poderiam quebrar a economia brasileira.

Para Walter Machado de Barros, o FMI está em busca de uma “nova persona”, o que se reflete nas relações do Fundo com países como o Brasil. “Os dogmas econômicos do FMI deram, durante a última década especialmente, seguidas demonstrações de ineficácia”, diz o economista do IBEF. O Brasil, por sua vez, teria sido bem sucedido em sua gestão monetária. “O governo brasileiro mostrou que é possível ter um crescimento sustentável sem seguir a leitura ortodoxa do FMI”.

O economista Marcelo Neri, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acredita que o Brasil deve estar “aberto a sugestões” do FMI, mas levando em conta os interesses do Brasil. “A entrada de capitais pode ser nociva, a redução das taxas de juro pode ser necessária, mas tudo depende de como a questão será conduzida. Cabe ao Brasil dar as diretrizes”, diz Neri.

A ideia do FMI, no caso, é retomar as rédeas da relação com os países emergentes, posicionando-se uma vez mais como o “grande mandatário”, um órgão que aponta o norte econômico para esses países. Mas Walter Machado de Barros acredita que o Brasil está suficientemente amadurecido para dispensar esse tipo de abordagem. “Devemos ouvir o que o FMI tem a dizer, mas sem dar relevância exagerada a essas colocações. Já temos maturidade para insistir em nosso próprio ponto de vista”, diz.

Antonio Carlos Fraquelli, da FEE, vai em uma direção semelhante, mas é mais enfático. “Aquela relação que tínhamos com o FMI acabou. Não só pagamos nossa dívida como ajudamos financeiramente países como o México”, frisa o economista. “A posição do FMI, para nós, não tem mais peso algum. Nossa relação com ele é outra”.

Segundo Fraquelli, a grande função do FMI não se dirige mais aos países emergentes, e sim a preservar a estabilidade de regiões em crise econômica, como o continente europeu. “A Europa precisa do FMI para enfrentar os impactos da dívida”, argumenta. “O FMI passou a admitir controle de capitais, por exemplo, algo que nunca tinha sido cogitado anteriormente. A inflação deve voltar com força na Europa, devido às commodities e ao petróleo. O FMI é importante nessa conjuntura”, defende.

Queda do dólar ajuda Brasil a controlar inflação, mas diminui competitividade

Marcelo Neri, da FGV, acredita que a queda do dólar traz boas notícias a curto prazo, mas pode ter consequências preocupantes um pouco mais à frente. “No aspecto da inflação, ajuda bastante. O crescimento da nossa inflação está perto do limite previsto pelo governo, e isso passa pela nossa questão fiscal, entre outros fatores. A queda do dólar, nesse panorama, evita um repique ainda maior, acaba jogando a nosso favor. O poder de compra da população também é maior, o que movimenta o comércio e aquece a economia”. Mas a indústria brasileira, segundo o economista, perde competitividade, na medida em que os importados se tornam atraentes para uma parcela maior da população.

“É um doce problema”, diz Walter Machado de Barros, do IBEF. Segundo ele, a oscilação negativa do dólar acaba potencializando a falta de políticas de investimento no Brasil. “Não temos investimentos em infraestrutura, o que aumenta nossos custos perante o produto estrangeiro. Falta incentivo a empresas nacionais, nossos custos de transporte são altíssimos, a mão de obra é cara em comparação com a China, a Índia e os antigos tigres asiáticos. Muitos acabam terceirizando a produção para fora do país”, descreve.

Para Barros, a taxa cambial acaba sendo bode expiatório de outras questões, como os tributos que incidem sobre o segmento produtivo. “Teríamos que promover uma reforma tributária forte, uma reforma trabalhista forte, cessar a guerra fiscal entre os estados e aumentar investimentos em infraestrutura. É algo que leva tempo? Claro que sim. Mas quanto mais demoramos para tomar essas medidas, mais longe ficamos de uma solução”.

“Neste momento, a prioridade brasileira não é a taxa cambial, e sim o combate à inflação”, afirma Antonio Carlos Fraquelli. Mesmo assim, o economista da FEE acredita que o governo brasileiro está tomando as decisões necessárias para controlar os efeitos da flutuação do dólar sobre a economia brasileira. A ampliação da cobrança de 6% do IOF que incide sobre empréstimos brasileiros no exterior com prazo inferior a 720 dias seria um indicativo nesse sentido. “Não acho que haja necessidade de ajustes”, afirma.

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