PALAVRAS DO IBEF Pernambuco

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Em 2011

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Quanto vale o seu negócio?

Mário Jorge Costa Fernandes

A resposta objetiva para essa pergunta é: sem uma preparação adequada, o preço final certamente ficará bem aquém do pretendido ou estimado pelo vendedor. A comparação não é exagerada. Mas grande parte de nossos empresários, infelizmente, entra em uma negociação armada apenas de tacape, enquanto o comprador utiliza armas com mira a laser, contratando profissionais frios, técnicos, calculistas, acostumados a encontrar defeitos e fragilidades capazes de diminuir e muito o preço final da empresa. No entanto, esta relação desigual pode mudar!

Antes, uma boa notícia para as empresas brasileiras interessadas em receber propostas de compra: neste exato momento, existe um potencial comprador nacional ou estrangeiro à procura de boas oportunidades de negócios no seu ramo de atuação. Na mira dos investidores estão empresas familiares (pequeno, médio e grande porte) que já detem pelo menos uma participação razoável no mercado, em torno de 10%. Passada parte dos efeitos da última crise global, um grande número de empresas internacionais que ainda não estão presentes na economia brasileira voltou a incluir o Brasil entre as áreas estratégicas para a expansão de mercado. Quem ainda não ingressou no País está querendo uma participação local. A maioria prefere comprar uma empresa a iniciar tudo do zero. O problema é que, como dissemos anteriormente, a quase totalidade das empresas familiares não está preparada para uma negociação profissional. Entre as principais deficiências e fragilidades estão contas desarrumadas, contabilidade falha, demonstrações financeiras fora dos padrões internacionais, contingências trabalhistas e fiscais (sonegação de impostos, caixa dois), dívidas etc.

Dessa forma, muitos negócios não são concluídos, tamanha a desorganização contábil, fiscal e financeira da empresa candidata à venda. Por isso, antes de qualquer coisa, é preciso haver um saneamento na gestão administrativa da empresa. Ocorre que a maior parte dos empresários só percebe a necessidade de estar com a casa em ordem quando já é tarde demais! Aí, ou a venda não se consuma ou o preço final é jogado no chão pelo comprador. Razão pela qual é imprescindível ter uma estratégia bemdelineada para obter melhores condições de preços ou montar parcerias com investidores nacionais e internacionais. São variados os motivos que levam os controladores a decidir pela venda, parceria ou mudança do ramo de negócio.

Os mais comuns, nos tempos atuais de forte competição e necessidade constante de capital intensivo para permanecer no mercado, são justamente a falta de capacidade financeira para promover a expansão requerida pelo negócio ou por problemas sucessórios (herdeiros despreparados ou desinteressados em continuar à frente da companhia). Outro forte motivo que está levando as empresas nacionais a buscar parceria é exatamente a possibilidade de, aproveitando-se da globalização, serem mais competitivas, tanto no mercado interno como externo.

Em resumo, não existe muito segredo para se elevar o valor de seu negócio, e o caminho passa pela profissionalização, com a organização da contabilidade e a adoção das melhores práticas de governança, livres de endividamento ou com a sua dívida reestruturada e livre das contingências fiscais, trabalhistas, ambientais etc.. Não custa nada lembrar, tomada a decisão de ir ao mercado procure a ajuda de um especialista a fim de que ele assuma toda a negociação inicial e você não perca o foco de seu negócio, visto que conforme já comentado, do outro lado da mesa de negociação haverá sempre um profissional frio, técnico, calculista e, principalmente, isento de emoções.

Mário Jorge Costa Fernandes é diretor da Deloitte Touche Tohmatsu – Recife e membro do IBEF de Pernambuco e Ceará


E-mail: mafernandes@deloitte.com

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